O que podemos aprender ao compartilhar nossas inseguranças?

by , 19/07/2019 //

Oi pessu, tudo bem? Hoje queremos compartilhar um desabafo que a Dé fez no seu perfil pessoal do Instagram. Ela abriu o coração e contou pra gente um pouco da relação que estabeleceu com os seus seios e como isso mexeu com a sua autoestima.

Achamos que as inseguranças e seguranças devem ser partilhadas e que isso de fato nos torna muito mais humanos.

Débora Alcantara, insegurança, redução de seio, autoestima, aceitação.

Confira na integra o que ela falou:

“Hoje percebo que os meus seios não eram tão grandes mas todo o volume que existia ali me incomodava. Talvez eu os enxergasse muito maiores do que realmente eram.  O tamanho do sutiã variava entre 40/42, o tal M. Ainda sim, parecia sexy até quando não queria ser. Não me acolhe o termo “mulherão”, não queria ser um “mulherão” – nesse sentido.  Não me sentia confortável com a blusa de alcinha e se usasse um vestido com decote olhavam primeiro para o meu colo e depois para o meu rosto. Me sentia constrangida.

Desejava me livrar do sutiã! Usava faixas para apertar. Queria ter seios pequenos. Construí a ideia de que seios pequenos são mais “femininos” 💕 Sonhava com o blazer sem nada por baixo e ainda estar chic.  Quando minhas amigas falavam que iam colocar silicone, cortava meu coração. Hoje corta meu coração pensar como nos cobramos tanto … Enquanto elas queriam ter, eu queria tirar! E assim seguimos, carregando pressões sociais e – consequentemente – internas. 

Em 2016 resolvi fazer uma cirurgia de redução (maxtopecia). Estava tão feliz! Finalmente isso não seria mais uma preocupação. O médico recomendou que eu colocasse uma prótese (pequena) para o seio não ficar flácido etc. Disse que não perderia o aspecto natural (pois colocaria por trás do músculo) e que eu me arrependeria se fizesse só a redução. A minha ideia sempre foi só reduzir.

Tive dúvidas e conversei com outras mulheres que passaram pelo mesmo procedimento. Todas aconselharam o mesmo que o cirurgião – hoje acredito que todas gostavam/desejavam a estética do silicone. Elas queriam continuar com seios grandes só que mais proporcionais. Não era o meu caso, mas não visualizei essa diferença de “objetivos” na época.

Me convenceram, afinal, não sou eu a especialista, né? Só confiei e fiz a cirurgia. No começo, apesar da dor absurda, parecia que estava tudo certo, achava que só estava muito inchado. Logo comecei a sentir dor nas costas e o peso da prótese. Aquele “corpo estranho dentro de mim” não me pertencia.  Passaram-se os meses e o tamanho não diminuiu.

O final da história? O médico não reduziu o suficiente para o resultado que eu desejava e os seios ficaram maiores do que eram. Logo eu que sonhava como 38, fui para o 44 😣😓

Débora Alcantara, insegurança, redução de seio, autoestima, aceitação.

Quanto a cicatriz e todos os pontos de uma cirurgia, ocorreu tudo bem. Mas o resultado final foi literalmente o oposto do que eu esperava. Não vou mentir, isso me abalou.  Na TPM os seios incham e ficam ainda maiores. Claramente essa cirurgia mexeu com a minha auto aceitação. Ao mesmo tempo, não tive coragem de fazer uma nova cirurgia corretiva. Tenho medo de passar por toda aquela dor do pós operatório. Uma nova cirurgia diminuiria ainda mais as minhas chances de uma futura amamentação – que já são reduzidas.

Existem várias coisas que não saem como nós imaginamos, mas elas sempre nos ensinam algo.

Débora Alcantara, insegurança, redução de seio, autoestima, aceitação.

Há um tempo comecei a seguir mulheres com seios grandes e passei a achar lindo, delicado, feminino … MESMO!
Isso tem me ajudado a acolher minhas inseguranças e enxergar que sou muito mais do que meus seios ou qualquer outra coisa que faça eu me sentir “imperfeita”. Busco reforçar essa mentalidade para torná-la real dia após dia e, quem sabe, contribuir para espalhar esse aprendizado ao dividir minha história ❤️

Não estava preparada para falar disso antes, agora estou.

Não se iluda. Até mesmo as mulheres mais seguranças de si tem suas inseguranças.

Todas temos mas nem todas dividem”.