A história da Sansa, nova fofa da família Alcântara Pedroni

by , 20/02/2018 //

 

Sentem, que lá vem história linda e de deixar o coração apertado. Mas também tem final feliz:

 

Eu estava voltando da firma em uma noite chuvosa e vi um cachorrinho correndo perto, na canaleta de ônibus. Ele quase foi atropelado e eu fiquei desesperada (graças a Deus, não aconteceu nada). Parei o carro e comecei a chamá-lo. Ele veio correndo e entrou no meu carro!

Fiquei ali com ele por alguns minutos sem saber o que fazer, então, decidi levá-lo para a veterinária. Era preciso fazer alguns exames pra ter certeza de que estava tudo bem. Também precisava que ele passasse a noite lá para encontrar uma forma de abrigá-lo no dia seguinte.

PS.: não podia levar comigo porque tenho o Jon e a Arya em casa. Não podia levar na firma porque a Fiona teve cinomose e não pode ter contato com cachorrinhos que não são vacinados (mas conto essa história em outra oportunidade).

Pois bem, ao chegar a veterinária, o Abacaxi (carinhosamente apelidado) ficou por lá para fazer uns exames e eu fiquei tirando algumas fotos, já com a ideia de jogar todas na internet e tentar encontrar os donos – imaginei que ele tinha dono pelo jeito perdidinho que atravessou a rua.

Quando estava indo embora, escutei alguns miados vindos de uma sala ao lado. Gateira que sou, fiquei curiosa e fui olhar, claro! Era uma gatinha branca, albina, de olhinhos azuis, com uma carinha triste e a patinha imobilizada. Perguntei o que tinha acontecido com ela, imaginei que tinha dono. Então, a veterinária me contou a história… e foi aí que nossas vidas se cruzaram. Detalhe: até aí, eu não tinha nenhum plano de ter um terceiro gato.

A gata tinha apenas três meses de vida e havia caído do quinto andar de um prédio. Foi um milagre ela ter sobrevivido. Sua “dona” a abandonou lá na clínica. Depois de muitas tentativas sem sucesso de contato (a dona simplesmente sumiu e ninguém nunca mais conseguiu encontrá-la), a dra. entrou com um B.O. de abandono animal e começou a bancar o tratamento dessa lindinha.

 

 

Assim que eu soube da história toda, passei a acompanhar a sua recuperação, sem saber ao certo qual seria o seu destino. O tratamento da “Marie” – nome que deram pra ela lá na clínica – durou três meses e ela ficou todo esse tempo passando por cirurgias e se recuperando. Não podia andar, só ficava na gaiolinha para poder cicatrizar a pata (que hoje tem uma placa).

Quando completou sete meses, ela estava pronta para um lar. A veterinária entrou em contato comigo, pois sabia que eu tinha um apego por ela. Me avisou que a “Marie” estava saudável para ser a gatinha de alguém que realmente tivesse muito amor. Porém, seria uma adoção difícil, já que ela não era mais filhote e seu temperamento não era nada amigável.

P.S. 2: essa parte comportamental já era de se esperar, porque ela passou por muitas coisas. Ela tinha ataques de fúria e mordia muito, chegando ao ponto de furar a mão de uma das veterinárias, além de arranhar e miar muito 😭

Eu sentia que ela era uma gatinha amorosa, mas estava traumatizada e entediada. Fui conversar com o Ric sobre a ideia de adotar mais um gatinho. Vocês já devem imaginar o que ele falou, não é mesmo?

 

Eu:

– Mor, sobre a Marie, o que você acha de… (NEM PRECISEI TERMINAR A FRASE)

Ric:

– Quando podemos buscá-la? 💗

 

No mesmo dia, depois do trabalho, fui buscar o novo membro da família Alcântara Pedroni. Ela estava assustada, mas confiante que daria tudo certo. Com medo, mas confiante. Seu novo nome: Sansa, claro :D

O primeiro contato foi meio tenso. O que fizemos foi deixar ela alguns dias no box do banheiro para eles ficarem se olhando sem se atacarem. Também passamos essência de baunilha no corpinho de todos os três para ficarem com o mesmo cheiro. Um mês depois, começaram a interagir.

 

 

Hoje, os três são amigos, brincam juntos e dormem juntos! E o Abacaxi? Colocamos cartazes dele pelo bairro e encontramos os donos. Momento muito lindo: choradeira e gritaria. O Abacaxi se chamava, na verdade, Costelinha e tinha mesmo fugido de casa.

E sobre não ter contado antes: agora vocês entendem, né? Não dava pra contar sem explicar tudinho. Com a abertura do ORNA CAFÉ e a segunda turma do EFEITO ORNA, não conseguia tempo. Mas aí está! Final feliz, com muito amor e mais uma Alcântara Pedroni no mundo 😍

 

 

++Veja também: Os pets da família Alcântara