Quando começamos o Tudo Orna, há seis anos, víamos no blog um lugar onde podíamos nos expressar livremente. Fazíamos fotos do jeito que queríamos, misturávamos estampas e nos divertíamos. Tudo era uma grande novidade, um experimento.

Daí, quando deixou de ser uma hobby e passou a ser algo muito além do intuitivo, as coisas começaram a mudar, evoluir. Começamos a estudar mais, ter experiências com diversos produtos e marcas, passamos a entender o mercado e chegamos, naturalmente, a algumas conclusões. Passamos a ver a forma de consumo diferente de como víamos.

Foi assim que surgiu a vontade de criar nossa própria marca onde nós mesmas nos certificamos da origem dos produtos. A ORNA nos representa 100%. Confiamos na produção local e queremos projetar os produtos brasileiros para o mundo, mostrando que aqui também têm criatividade e design. Nossos produtos estão carregados por nossas histórias e referências.

Por isso acreditamos no slow fashion como concepção de marca e no consumo consciente como estilo de vida. Fomos dando prioridade para a qualidade de compra e não para a quantidade, evitando consumir por impulso. A Carla, do Modices, definiu bem esse conceito “consumo consciente não é o mesmo que não consumir. Consumir de forma consciente é consumir com responsabilidade, é sobre fazer escolhas com mais sabedoria e autoconhecimento, é usar melhor os seus recursos próprios e os recursos do mundo para satisfazer suas necessidades”.

Passamos acreditar cada vez mais no minimalismo tanto esteticamente quanto no comportamento de consumo. Não perdemos horas nos arrumando, gostamos de ser assertivas para poupar tempo e acreditamos que conforto é essencial. O raciocino é simples: se você tiver poucas roupas mas que vestem bem, você vai ter menos desejo de ter novas roupas toda semana.

E se a (sua) moda segue para o essencial caminho do consumo consciente, uma importante faceta é que ela diminua o ritmo de suas tendências para se tornar mais atemporal.

Minimalismo, um design clean, cortes e caimentos que valorizam o seu tipo de corpo, uma estética bem escandinava, com suas lindas inspirações de arquitetura e decoração, por exemplo, que remetem à geometria reta, a poucos objetos e uma certa frieza que pode causar um estranhamento a nós, brasileiros, acostumados a visuais mais coloridos e culturalmente diversos, preenchidos. Mas em que o minimalismo na moda se conecta ao slow? Há um tempo atrás, quem acompanha as tendências de moda vai se lembrar do normcore, uma proposta para “estilos normais”, sem grandes produções, um visual confortável que quer parecer que não liga para a moda, que é uma “não-tendência”, um básico que remete à década de 90. Poucos meses depois já não se fala mais essa palavra, mas novas marcas apareceram – e outras se fortaleceram – oferecendo apenas peças assim, básicas, para se usar em qualquer ocasião, todos os dias, seja qual for o seu estilo. E elas vieram com uma proposta de qualidade superior em caimento e tecidos, são roupas feitas para durar. (fonte)

Estilo minimalista do Tudo Orna

Estilo minimalista do Tudo Orna

Estilo minimalista do Tudo Orna

Estilo minimalista do Tudo Orna

Estilo minimalista do Tudo Orna

REPETIMOS ROUPAS E AMAMOS ISSO.

Trabalhamos com moda e ainda temos mais do que realmente precisamos, mas sempre buscamos melhorar, por isso, periodicamente separamos roupas, doamos e até vendemos. Acreditamos na economia criativa então uma forma legal de colocar em pratica é tornar nossas peças (pouco ou nunca usadas) acessíveis em bazares. Não temos apego com roupas pois temos certeza que doar, vender ou customizar é a “start” para a mudança. 

Gostamos de falar sobre nossa experiência com o empreendedorismo e compartilhar a moda inserida no nosso cotidiano. As fotos desse post são das roupas que realmente usamos para trabalhar, todos dos dias.

Afinal, mais importante do que o que você veste, é a sua personalidade, alegria e sorriso. Lee Mildon disse: “As pessoas raramente vão notar roupas velhas se você usar um grande sorriso.”

Esse post é para pensarmos e discutirmos esses assuntos juntos. Todos nós gastamos muito tempo pensando sobre o que vestir. Será que é hora de simplificar esse o conceito? Quem também se identifica? Deixe suas ideias nos comentários vamos amar saber a sua opinião.

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Tudo Orna
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  • Aline Bertuccelli

    Conheci o blog de vcs essa semana e estou achando muito bom! Tem tudo a ver com minha visão sobre moda e consumo.
    Só um porém: a ORNA não tem nenhum produto em estoque! 😕
    Quando volta?

    Beijos

  • Isadora Ribeiro

    Ai lindas, caiu uma lágrima aqui. <3

  • Mônica Venturini

    Amo essa ideia! E adoro o blog justamente porque me identifico com o estilo de vocês – de se vestir e de consumir! Percebi como ano passado gastei horrores comprando, sei lá, pelo menos duas peças de roupa por mês. E agora meu guarda-roupa está cheio de roupas novas, quase nunca usadas e com as quais nem me identifico mais. Esse ano resolvi não comprar roupas. Já fiz uma primeira limpa e tirei saaacos de roupa daqui. Sem dó, sem dor no coração. Doei para uma instituição de caridade da minha cidade. E a sensação é maaaaravilhosa! Eu notei que acabo sempre usando as mesmas roupas, aquelas pechas-chave que são a minha cara, confortáveis e que possibilitam muitas combinações! A gente tem que vestir o que acredita também! :) E obrigada por serem esse respiro, essa voz de mudança de atitude num mundo tão consumista!

  • Fla Bampi

    Consumo consciente é tudo de lindo, é a forma de mudarmos conceitos antigos, regras ultrapassadas e moldar uma nova forma de viver e assim cuidar do nosso planeta com muito mais responsabilidade!!! É isso aí meninas, estamos todas juntas nessa jornada de transformações!!! <3